O BAÚ DAS LETRAS

Livros, Leituras e muito mais...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Biblioteca, sábados à tarde...

O Grupo de Leitores que se tem vindo a reunir para ler e partilhar histórias é formado por membros da comunidade que se juntaram em torno desta ideia: a leitura e a sua partilha.
É este grupo que tem estado aos sábados, a partir das 15h30, no espaço infanto-juvenil da Biblioteca e que tem vindo a proporcionar e fomentar o gosto pela leitura de histórias, que deliciam as crianças e seus amigos ou familiares que se vão juntando em roda, para ler e ouvir ler. O seu bom trabalho, assenta numa boa escolha de livros que têm vindo a fazer, aos poucos.
Ontem, sábado 13 de Fevereiro, mais de 20 crianças ouviram e leram histórias, e saíram com vontade de voltar.
O Baú vai continuando vivo graças ao gosto e empenho de um grupo informal! A Biblioteca acolhe-os.
Nas diversas iniciativas que tiveram lugar nesta Biblioteca, ao longo de 3 anos (em Junho de 2010 contarão 4 anos de espaço aberto ao público) passaram por cá pessoas fantásticas que deixaram no ar e contagiaram com esta ideia de trabalhar com a comunidade, despertar os seus interesses e participação, tendo como eixo principal os Livros. Julgo que as sementes vão brotando.
José Fanha, fez visitas guiadas à Biblioteca, dando vida ao livros, autores e histórias que por aqui andam; trouxe-nos autores, poesia e música no Verão de 2008; orientou um ciclo de Conversas Vadias onde proporcionou conversas descontraídas com diversos escritores. Leu-nos poesia (ele também poeta e escritor), e revelou-nos o menino crescido, que habita nas histórias que escreve para os mais novos.
Miguel Horta, trouxe-nos as Palavras Marcianas e jogando, mostra como a comunicação é feita de códigos e como é tão importante conhecer a Língua. Desenvolveu diversas oficinas e trabalhou com diversos grupos de jovens que descobriram autores vários e livros com os quais nunca tinham sequer sonhado.
Ele próprio, autor e ilustrador / pintor, apresentou os seus livros.
Desde o início que esteve ligado à Maré de Contos, em Tavira e trouxe-nos pragas algarvias, contos crioulos, histórias de pescadores e dragões.
Maurício Leite, Violante Florêncio, orientaram oficinas onde passaram boas práticas para uma verdadeira Promoção da Leitura, no âmbito da literatura para a infância e juventude.
João Lizardo, o famoso senhor b contou-nos as histórias do mais antigo bibliotecário do mundo, que agora até tem um clube, onde vários meninos de Tavira estão inscritos!
A mediação da Leitura é necessária, para que os livros não sejam um património cultural morto e desadequado à comunidade.
Vivemos no século da Informação e se esta é uma das riquezas marcantes da nossa época, é fundamental pensar no papel dos leitores, nas estratégias sociais e educativas, pois a ferramenta básica para a compreensão de qualquer informação é a Leitura*.
A importância da formação de leitores, é a importância da formação de cidadãos activos, criativos, críticos e autónomos.
A Biblioteca conta com um Grupo de Leitores (mediadores de leitura) que tem dado vida a este projecto que se pretende venha a ser de Promoção da Leitura.
É preciso continuar !
* - Aqui é necessário ampliar o conceito de Leitura, porque a informação produzida é registada em diferentes suportes e que, sem substituí-los, se somam aos livros e textos escritos em geral.

1 comentário:

  1. "Tive o privilégio, o gosto e a sorte de ter trazido o José Fanha a Tavira nos anos oitenta. Foi no velhinho Palácio da Galeria, cheio de buracos. Veio maisi de uma vez. O Fanha tinha-se notabilizado no concurso televisivo a Visita da Cornélia, na altura em que não bastva saber o preço de um pacote de margarina para se ganhar um prémio. Estivemos muitos quilos sem nos vermos (a frase é dele). Revimo-nos duas vezes em pouco tempo.
    O Fanha pela voz, sensibilidade e talento não só deveria ir a todas as bibliotecas com estar lá todos os dias. O país não pode desperdiçar um talento destes. O Fanha faz mais pela leitura que vinte ministros da cultura e vinte leis muito bem elaboradas. O Fanha é um arquitecto da palavra, ele que é isso mesmo de formação. O país não se pode dar ao luxo de ignorar um homem destes.
    Os tempos são outros. Hoje temos a Drª Paula Ferreira e muita gente por esse país fora de valor que invandiram as bibliotecas e afastaram a mediocridade de que era feita a "cultura" há vinte anos. Assim saibam os nossos políticos - (quase todos, com honrosas excepções) ignaros, petulantes e alarves - saber lidar com esta matéria prima e dar-lhes o apoio que merecem. Não que entendam seja o que for, mas que, ao menos, não perturbem nem empatem.. Já era um serviço. Um abraço, Fanha.
    Carlos Lopes

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