O BAÚ DAS LETRAS

Livros, Leituras e muito mais...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Baú das Letras Itinerante

No mês de Dezembro partilhámos contos alusivos a esta quadra natalícia.


"São nos pequenos gestos e atitudes do nosso dia-a-dia que devemos proporcionar o minímo de alegria e compreensão a todos os que nos rodeiam."

Que o espírito do Natal encha os nossos corações. Sempre!!!

Boas Festas!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O baú anda por aí....

O grupo do Baú das Letras – Itinerante
voltou a pegar nos livrinhos
para sair além fronteiras/portas
da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos - Tavira.


Como aconteceu no ano anterior,
O Baú das Letras criou um roteiro/itinerário
onde realizará as suas sessões
com o objectivo de contemplar
todas as escolas EB1 e Jardins-de-Infância do concelho.


O objectivo primordial é
fazer chegar o livro a todas as crianças do concelho.
Algumas escolas já foram contempladas com a nossa presença
mas toma atenção porque qualquer dia vamos à tua escolinha.



O baú anda por aí…

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Espetáculo "A Noite de Natal"


No dia 25 de Novembro, já com um cheirinho a Natal,
a Biblioteca Municipal Álvaro de Campos de Tavira
tem o prazer de te convidar a participar no
espectáculo A Noite de Natal,
baseado no livro A Noite de Natal de Sophia de Mello Breyner Anderson
com a realização de Paulo Lages.

Será um espectáculo em que o actor proporcionará ao público
uma leitura encenada na qual lhe será dada a oportunidade
de participar nessa mesma história, quer através dos seus
comentários, quer através da representação.

Noite de Natal inclui ilustrações cénicas através da manipulação
de adereços sugeridos pela história, permitindo ao público fazer
um percurso idêntico ao das personagens que vão visitar o menino.
O espectáculo terá lugar
no espaço Infantil-Juvenil pelas 14h30m,

sujeito a marcação prévia.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O Baú continua em "digressão", levando os livros a vários espaços educativos do concelho.

O grupo, tem vindo a encontrar-se com várias pessoas que decerto contribuem para que possam melhorar o seu desempenho.

O autor José Fanha, João Lizardo, Joana Silva, formadora do ACIDI (ALTO COMISSARIADO PARA A IMIGRAÇÃO E DIÁLOGO INTERCULTURAL) têm acompanhado algumas das suas actividades e contribuído para desenvolver a dinâmica do grupo que, em Tavira, se tem dedicado à promoção da Leitura.









Ver mais fotos na página Baú em Acção:

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Baú das letras, leva José Fanha à Escola EB1 Porta Nova











Veja no blogue da própria escola:
http://becretavira2.blogspot.com/


sábado, 15 de maio de 2010

O Contador de Histórias


"Yacoub era pobre, mas despreocupado e feliz, livre como um saltimbanco, sonhando sempre cada vez mais alto. Em boa verdade, estava apaixonado pelo mundo. Porém, o mundo à sua volta parecia-lhe sombrio, brutal, seco de coração, de alma obscura, e ele sofria com isso. «Como», perguntava-se, «fazer com que seja melhor? Como trazer à bondade estes tristes que vão e vêm sem olharem para os seus semelhantes?» Ruminava estas perguntas pelas ruas de Praga, a sua cidade, vagueando e saudando as pessoas que, no entanto, não lhe respondiam.
Ora, uma manhã, quando atravessava uma praça cheia de sol, teve uma ideia. «E se lhes contasse histórias?», pensou. «Assim, eu, que conheço o sabor do amor e da beleza, ajudá-los-ia certamente a encontrar a felicidade.» Pôs-se em cima de um banco e começou a falar. Os velhos, as mulheres e as crianças, admirados, pararam um momento a ouvi-lo, mas depois viraram-lhe as costas e prosseguiram o seu caminho.
Yacoub, achando que não podia mudar o mundo num dia, não perdeu a coragem. No dia seguinte voltou àquele mesmo lugar, e de novo lançou ao vento, com voz forte, as mais comoventes palavras. Outras pessoas pararam para o ouvir, mas em número menor do que na véspera. Alguns riram-se dele. Houve mesmo quem lhe chamasse louco, mas não quis prestar atenção. «As palavras que semeio germinarão.», pensou. «Um dia entrarão nos espíritos e acordá-los-ão. Tenho de falar, falar mais ainda.»
Teimou, pois, e dia após dia voltou à grande praça de Praga para falar ao mundo, contar maravilhas, oferecer aos seus semelhantes o amor que sentia. Todavia, os curiosos tornaram-‑se cada vez mais raros, desapareceram quase todos e, em breve, apenas falava para as nuvens, o vento e as silhuetas apressadas, que já só lhe lançavam uma olhadela de espanto à medida que passavam. No entanto, não desistiu.
Descobriu que não sabia nem desejava fazer outra coisa que não fosse contar as suas histórias, mesmo que estas não interessassem a ninguém. Começou a dizê-las de olhos fechados, pela única felicidade de as ouvir, sem se preocupar em ser ouvido. Sentiu-se bem e a partir dali só falava assim: de olhos fechados. As pessoas, temendo relacionar-se com as suas extravagâncias, deixaram-no só, com as suas histórias, e habituaram-se, assim que ouviam a sua voz lançada ao vento, a evitar a esquina da praça onde Yacoub se encontrava.
Assim, os anos foram passando. Ora, numa noite de Inverno, enquanto – sob um crepúsculo indiferente – contava um conto prodigioso, sentiu que alguém o puxava por uma manga. Abriu os olhos e viu uma criança, que, fazendo uma careta engraçada, lhe disse, esticando-se nas pontas dos pés:
— Não vês que ninguém te ouve, nunca te ouviu e jamais te ouvirá? O que te levou a viveres assim a vida?
— Estava louco de amor pelos meus semelhantes — respondeu Yacoub. — Foi por isso que, no tempo em que ainda não eras nascido, me veio o desejo de os tornar felizes.
O miúdo replicou:
— Pois bem, pobre louco, e eles são-no?
— Não — disse Yacoub, abanando a cabeça.
— Por que razão teimas então? — perguntou ternamente a criança, tomada de repentina piedade.
Yacoub reflectiu por instantes.
— Eu conto sempre, é claro, e contarei até morrer — disse. — Dantes, contava para mudar o mundo.
Calou-se; depois o seu olhar iluminou-se, e acrescentou:
— Hoje, conto para que o mundo não me mude, a mim."

Henri Gougaud
A Árvore dos Tesouros
Lisboa, Gradiva, 1988
Adaptação

Histórias para contar em noites de Luar


Mais um livro de José Fanha !!
Como não podia deixar de ser, é um livro de encantar, com pequenas histórias que nos levam e trazem de volta.
Viajamos pelo céu, pelo mar, vamos ao "Circo das Palavras Voadoras" e encontramos um rei amigo dos seus súbditos, el-rei Badalão.


Não deixem de ler... já encomendei para a Biblioteca!